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domingo, 23 de outubro de 2016

Livro - As ilhas do Norte (Renata M. Moutinho)

As Ilhas do Norte -  A criação do Novo Mundo




Terminei de ler recentemente o livro de estreia da autora Renata Moutinho, "As Ilhas do Norte", e gostaria de compartilhar com vocês as minhas impressões de leituras. 

O livro é uma produção independente e o que me impressionou logo de cara foi o designer do livro e seus detalhes, tudo feito com muito cuidado. 

A autora tem uma ótima escrita, e os capítulos são divididos de uma forma que não cansa a leitura, além disso, não é um livro extenso, tem 256 páginas, dá para ler rapidinho. (No meu caso, demorei por falta de tempo).





As ilhas do Norte conta a história de Robin e sua jornada em um contexto de guerra, neste caso, a guerra é contra as Ilhas do Norte, lugar este que ela decide ir antes do início da guerra, por motivos que envolvem alguns mistérios  relacionados a personagem, dos que não são entregues logo de início. O pacto com o capitão de um navio em troca de uma "passagem" de ida à Ilha, é o que resulta na aventura que acompanhará todo este livro.

É um livro de fantasia que eu não enquadraria para um público infanto-juvenil,  mas que agradaria a muitos, pelo perfil dos personagens e  enredo. A história tem um romance, mas é posto de forma muito sucinta, não sendo a trama principal, o que faz te envolver na história são os mistérios que estão por trás dos motivos da guerra. Em relação aos personagens, não criei empatia com a protagonista, mas com os demais que estão ligados a ela, neste ponto foi uma experiência interessante.

Por ser um livro "curto", para um gênero de fantasia, que geralmente são extensos em razão da descrição de detalhes do universo, a autora já apresenta este mundo no início do livro, situando o leitor dos acontecimentos que será a base do enredo. Em alguns momentos você não sente a necessidade de tantas descrições e explicações (o que é positivo),  mostrando que é possível escrever histórias fantásticas de forma sucinta sem exageros de detalhes e descrições, por outro lado, onde era necessário algumas descrições não foram feitas.

O ritmo final do livro é bem dinâmico, o que me surpreendeu, principalmente em saber que não teve um "final", pois a autora pretende dar continuidade a história, pelo menos é o que percebemos pela forma que termina este livro.

Eu recomendo As ilhas do Norte para quem gosta de fantasia, não é fã de livros tão extensos, e não quer algo convencional.



Quem tiver interesse em saber mais sobre a autora, o livro, e ficou com vontade de comprá-lo, abaixo os contatos:

Facebook: facebook.com/asilhasdonorte
Instagram:
asilhasdonorte
Skoob do livro: skoob.com.br/livro/599225ED600836

Sinopse:
“A magia existe, e cabe à natureza determinar quem é apto a utilizá-la.”
Robin é, provavelmente, a única caçadora de recompensas do continente, uma terra onde os antigos costumes predominam e as mulheres têm pouca vez. Além disso, a jovem esconde um segredo: viajando de ducado em ducado na busca por tesouros, ela utiliza-se da magia para recuperá-los — algo estritamente proibido por Harald de Negrarrocha, o imperador continental.
Quando é declarada a guerra contra as Ilhas do Norte — os únicos territórios da Wyrd onde a magia é praticada livremente —, Robin deve adiantar-se ao Exército Continental e alcançá-las o quanto antes… Mesmo que, para isso, necessite contar com o auxílio de um capitão renegado tão temido pela população do continente quanto as próprias ilhas.
Acompanhe Robin em sua jornada e revele — ao lado de inusitados companheiros como príncipes eremitas e seres da floresta com poderes telepáticos — as verdadeiras intenções do imperador ao deflagrar a Guerra do Arquipélago. Desvende os mistérios das Ilhas do Norte e descubra em si mesmo o poder de transformar a realidade




sábado, 28 de maio de 2016

Dica de livro de Inglês - English Pronunciation for Brazilians

Olá gente,

Eu ando tentando (novamente) aprender inglês. A minha maior dificuldade foi falar este bendito idioma, eu até entendo quando alguém fala, por ver filmes e seriados em inglês, mas falar, nem a pau! Mas, estou conseguindo perder um pouco desta insegurança, principalmente depois que comecei a entender cada som e a forma de pronunciar as letras, consoantes, em inglês. O livro que está me ajudando nessa proeza é "English Pronunciation for Brazilians" dos autores Sonia M. Baccari de Godoy, Cris Gontow e Marcello Marcelino. 
Este livro é super didático, vem com três CD's com áudios para você ouvir e repetir as palavras e auxiliar nos estudos com o livro. Eu achei o preço do livro "salgadinho",  comprei por R$ 92,00 em uma livraria da faculdade, mas já vi por R$ 77,00 no site da Amazon, só não comprei neste último porque tinha urgência em ter o livro para acompanhar as aulas no curso que estou fazendo, e porque com o frete também sairia quase a mesma coisa que paguei.
MAS VALEU CADA CENTAVO PAGO! E entendi porque custa esse preço, imagino a trabalheira que deu em fazer esse livro. Para uma pessoa como eu, que tem dificuldade, consegue acompanhar super bem, e quem já tem uma certa facilidade no inglês vai conseguir aprimorar a pronúncia. O legal do livro é que os autores organizaram ele pensando em nós, brasileiros, trazendo exemplos de sons que conhecemos e fazemos de determinadas palavras, estabelecendo relações com o inglês, o que facilita no entendimento do como usar "a língua" literalmente quando falamos.





domingo, 14 de fevereiro de 2016

As Crônicas de Gelo e Fogo - Box Prata - Edição de Colecionador

Oiiiiiii

Vou apresentar o meu presente de Natal (atrasado), estou demorando para comentar aqui no blog porque simplesmente o Extra levou um mês para enviar (pois é), recebi quase no final de Janeiro, O Box Edição de Colecionador das Crônicas de Gelo e Fogo, volumes 1,2,3,4, e 5. (Editora Leya)

Eu queria muito os livros das Crônicas de Gelo e Fogo em seu tamanho "tradicional", aquele volume grande que vocês estão acostumados a verem por aí, mas presente é presente. Eu tinha começado a leitura do livro I no tamanho normal (tinha pegado emprestado com uma amiga) e terminei com o livro do Box. Eu fiz uma comparação e achei a mesma coisa em relação ao conteúdo, o que muda é o tamanho do livro, fonte e as páginas que são brancas. Eu achei até melhor de ler no livro menor, porque é mais leve, o outro é muito pesado. O problema é a pena de abrir muito e danificá-lo, o cheiro que não é igual ao que estamos acostumados a sentir, no qual ficamos um "tempão" passando as páginas para sentir o cheirinho de livro novo, ele é meio esquisito e forte (não achei agradável), pode ser coisa da leitora aqui.

O Box é bonito, achei a versão prata até mais apresentável do que o marrom, que foi comercializado antes desta edição. Os livros possuem os mapas e tudo que tem na edição tradicional. É um livro que exige cuidado, eu deixei um cair sem querer e já tirou um pedacinho da parte da lateral do livro, as páginas são mais finas, então muito cuidado ao ler tomando ou comento alguma coisa, até mesmo na hora de manuseá-lo. 

Outro problema foi que algumas páginas vieram amassadas, como mostro nas fotos abaixo e umas folhas manchadas de tinta, eu não conferi todos os livros, verifiquei este problema durante a leitura do livro I, mas acho que deve apresentar a mesma coisa nos demais livros, não sei o defeito foi só no meu ou se é um problema de impressão e montagem deste tipo de livro.

Outro ponto positivo é que ele ocupa menos espaço na estante, se eu tivesse ganhado no tamanho normal teria problemas com espaço aqui na minha casa.

Abaixo mostro as fotos das falhas e do tamanho em relação ao volume "normal" para vocês terem ideia. Se eu indico ou não a compra? É algo relativo, pois depende do gosto do leitor. Em relação a leitura, para levar para outros lugares o tamanho menor é melhor, mas em estética e resistência o tamanho grande acho mais interessante. Mas estou feliz com o meu Box, os livros ficam bonitos na estante, arrumados e posso ler a saga sem precisar pegar mais livros emprestados. E lamento as falhas no produto, mas infelizmente é um tipo de coisa que acontece.














terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Resenha - A Guerra dos Tronos - Livro I

Aêeeeeee, até que enfim concluir a leitura do livro "A Guerra dos Tronos - Livro I". Prometo que meu post não vai ser proporcional ao tamanho do livro.



Aqui, vou apenas expor as minhas impressões de leitura, acredito que muitos conhece a obra ou ouviu falar de George Martin, seja pela série ou livros. Então, não vou me estender contanto sobre o que conta o enredo, pois pretendo fazer isso em outro post que vou explicar no final deste.
 
 Eu gostei de ler o livro, até porque até o momento eu só vinha acompanhado a série, meu interesse despertou em razão dos comentários do pessoal nas redes sociais da vida, sobre teorias e as diferenças existentes entre o livro e a série. Principalmente desde a última temporada, fiquei curiosa em me aprofundar mais no universo que deu origem ao seriado.
 
Para aqueles que só leram o livro e esperam o lançamento do 6º livro ou para quem só viu a série, vale a pena muito ler o livro, pois você entra mais nos personagens e no universo das crônicas de gelo e fogo do que na série, foi interessante ler também porque relembrei de algumas coisas da primeira temporada, inclusive, achei esta temporada muito fiel ao livro, para quem só leu, pode ver a 1ª temporada sem medo. 
 
Pontos negativos - não é uma leitura para qualquer pessoa...como assim? O livro é muito descritivo e alguns momentos a leitura se torna cansativa, este é o tipo de livro para ser apreciado aos poucos e com paciência ( eu levei uns 5 meses), em alguns momentos eu precisei reler umas passagens para entender algumas situações. Os capítulos dos livros é dividido por personagens, o que achei bem interessante pois dá uma dinâmica a narrativa. Apesar dos pontos que eu mencionei, vale a pena enfrentar a leitura deste "tijolo".  Acredito que a leitura seja um pouco mais "parada" neste livro, em razão dos acontecimentos que vai dar origem a saga dos personagens, pois acontecem muitas coisas que vai fazer sentido para continuidade ao enredo.
 
Eu dei 4 estrelas para o livro. Algo que realmente devemos reconhecer que George Martin é um Gênio!!!!!Criar um mundo com tantos detalhes, personagens complexos e envolventes não é para qualquer um.
 
Neste meio tempo eu ganhei um aqueles box de colecionador com todos os livros, pretendo fazer uma resenha e comparação com o livro do tamanho "normal" em breve.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Cidadão de Papel - Gilberto Dimenstein

Olá Pessoal,

Gostaria de compartilhar com vocês a leitura que eu fiz do livro Cidadão de Papel de Gilberto Dimenstein. Este livro tomei conhecimento através de outros estudos que estava fazendo. O livro aborda de uma forma muito didática sobre o conceito de cidadania , no sentido de que todo ser humano tem direito à vida digna, sendo que na prática isto não acontece com uma maioria expressiva da população. O autor organiza o livro trazendo discussões de vários temas, por exemplo, violência,mortalidade infantil, desemprego, desnutrição, educação, prostituição. Mostrando as relações que estes campos têm na prática.
O autor mostra que as mazelas sociais são decorrentes da ausência de políticas públicas voltadas para uma população que sofre por ter uma "cidadania de papel", isto é, cidadania que só existe no papel e não na prática, direitos sociais que se resumem em palavras e não em ações, que são consequências de um sistema político e económico que "sobrevive" às custas da grande massa trabalhadora, aqueles que não conseguem se integrar a este sistema, ficam a margem da sociedade.
O livro é indicado para ser lido por leigos, também para ser discutido em sala de aula por professores e estudantes do tema, pois o autor tem um cuidado de explicar até palavras que muitas pessoas não entendem e o que elas representam, tais como: inflação, PIB, estagflação. Mostrando que o desconhecimento destes termos e a forma que os nossos jornais passam, induzem o cidadão a não exercer a sua cidadania, por não entender o significado destas palavras e sua relação com o dia a dia.
De uma forma simples e cuidadosa, o autor traz sérias denúncias sobre a nossa realidade e às razões de não deixarmos de ser um "cidadão de papel" e sobre a nossa "democracia de papel". Apesar do livro trazer um contexto dos anos 90,  por ter sido escrito neste período, muita coisa não mudou, pelo contrário, agravou, ainda somos carentes das necessidades mais básicas, que são o direito à saúde, à segurança, à educação, à vida.
O livro em 1994 ganhou o prêmio Jabuti, como melhor "livro de não ficção". Eu comecei lendo a edição de 1993 (primeira foto) e conclui a leitura com a edição de 1998 (segunda foto), porque comecei lendo na biblioteca e peguei o segundo para termina a leitura em casa. A diferença entre as edições, além da capa, que na segunda traz um complemento para o professor. Pois no final de cada capítulo do livro o autor nos coloca algumas perguntas, em ambas as edições, sendo que na segunda vem as respostas.
Super recomendo a leitura, você irá refletir sobre a sociedade de outra maneira e entender que ninguém se prostitui, rouba, violenta porque quer, são apenas frutos de uma sociedade doente. Mas o quê fazer para mudar?Eis a questão.



quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Garota Exemplar (Gillian Flynn) - Livro + Filme




Enfim, estou fazendo o post sobre o livro + filme da Garota Exemplar de Gillian Flynn. Simplesmente foi o melhor livro que eu li em 2015 *_______*.

Eu vi primeiro o filme no cinema, eu e meu namorado saímos do cinema um tanto "chocados", pois fazia algum tempo que não assistíamos um filme de suspense que nos surpreendia. Garota Exemplar começa com um história clichê, te faz refletir sobre os relacionamentos e depois joga na sua face que fez você de besta achando uma coisa e outra durante o filme.

Ganhei de presente o livro posteriormente do meu namorado, a história do livro é muito mais sádico e intenso do que o filme, para quem viu o filme primeiro, pode ler o livro sem medo, será mais um vez surpreendido(a). O filme foi fiel ao livro, fizeram modificações que não comprometeram a história, os autores foram muito fodaaaa, fizeram os personagens direitinho e só para constar, o final do livro é mais cruel e insano do que no filme. (mais uma razão para ler o livro)

Para quem não sabe sobre o que se trata o livro.

Fala de uma mulher que some no dia do aniversário do seu casamento, claro que o marido se torna o principal suspeito, afinal, só o que ouvimos é dos diversos casos de casamentos complicados, maridos que agridem a mulher, matam, traem...no entanto, o livro mostra a versão de Amy do casamento e a de Nick, de como foi construído a relação deles até o seu desaparecimento, nos deixando confusos sobre as razões que podem ter acarretado no desaparecimento de Amy.
O bacana é que durante a leitura você chega a ter raiva, amor, pena, ódio dos dois, a mesma sensação passada no filme, mas de forma mais intensa. Após a leitura refleti mais sobre o que esperamos de um relacionamento e o que nos leva a ter certas atitudes, de como lidamos com determinadas situações. Não existe o certo e o errado, mas de como se vê a situação de um determinado ponto de vista. E, mais ainda sobre o que realmente somos ou o que esperamos que as pessoas pensem sobre nós.

No livro você mergulha na mente de Nick e Amy de forma tão intensa que você não consegue captar no filme, as investigações sobre paradeiro de Amy te faz emergir em um dilema, afinal, quem é o culpado? Quem é a pessoa que está ao nosso lado?

Pesquisei mais sobre autora e seus livros, fiquei com vontade de ler seus outros trabalhos, mas me desanimei com a resenha de alguns vlogueiros, que falam que Garota Exemplar é o melhor, que os demais são "fraquinhos", enfim, vou dar uma chance, qual vocês me indicam?




Melhores Quotes.

Tem vários, mas não vou postar todos.

"(...)E pensei: O amor faz você querer ser um homem melhor - certo,certo. Mas talvez amor, amor de verdade, também lhe dê permissão para ser apenas o homem que é". (Nick Dunne)

"Não tenho mais nada a acrescentar. Só queria garantir que eu tivesse a última palavra. Acho que fiz por merecer". (Amy Elliott Dunne)



quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Comentando: Um Centauro no jardim - Moacyr Scliar




Depois de ter "flopado" na maratona literária de inverno com "um centauro no jardim" de Moacyr Sciliar, retomei a leitura e consegui TERMINAR este excelente livro. Admito que fiquei receosa em ler pela temática, pensei, será que uma história sobre centauro é interessante? Mas depois de ter ouvido falar tão bem deste livro, topei o desafio. E sim, é interessante!

O livro conta a história de Guedali, a história é narrado em primeira pessoa, o curioso é que o personagem narra até o seu próprio parto, como foi crescer e viver como centauro, até que ele conhecer uma centaura e sua vida mudar completamente, de forma tal que enfim consegue realizar o seu desejo de ser totalmente "homem", quando ambos viajam para o Marracos e conhecem um médico que conseguem fazer a cirurgia de transformação.

A parte da história que mais gostei foi o antes de Guedali deixar de ser centauro, no ponto em que ele está conhecendo o mundo, lendo alguns autores, depois que deixa o seu lado centauro a história ficou meio chatinha, mas o melhor foi o final do livro, gente, quem leu, por favor, me falem aqui nos comentários o que entendeu, pois reli duas vezes para saber se a versão da história é a de Guedali ou a de Tita e a metáfora no final, fiquei também confusa, enfim, mas achei sensacional.

Indico o livro, ele tem uma leitura poética, o começo você fica um tanto perdido(a), mas depois consegue engata, e, por favor, comentem o que acharam do final que irei responder aos comentários o que eu achei, pois não quero dar spoiler para a galera que ainda não leu. 

Este livro é sobre a busca da identidade é sobre o que podemos ser.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Semana Literária de Inverno (2015) - Semana 4

Olá meu povo!!!!

Este Post era para ter sido publicado ontem, mas está saindo hoje e não tem problema :)

Minha semana 3 da maratona literária foi uma negação, não consegui avançar muito na leitura do livro um das crônicas de gelo e fogo,  por isso desisti de terminá-lo nessa maratona, pois é, furei no negócio. Mas, para não deixar a peteca cair....estou lendo o livro temático desta semana que é LIVRO NACIONAL. Escolhi para esta semana - Um centauro no Jardim do autor Moacyr Scliar, gente o livro até onde eu li no momento é bastante interessante. A história é contada na visão do próprio personagem, a parte que já achei tosca é que ele narra o seu próprio nascimento, sim, ele nasceu metade homem e metade cavalo, dando um maior "múido" na família e nos poucos conhecidos que foram visitá-los. O autor escreve de uma forma que no começo tive a impressão de estar lendo um conto ou poema, mas vou deixar para falar mais quando eu conseguir terminar de ler. Este livro foi recomendando e emprestado por uma amiga (muito obrigada). Quem ainda não escolheu seu livro nacional, super recomendo.


domingo, 26 de julho de 2015

Livros que li e não esqueci.

Antigamente eu lia com mais frequência, como expliquei aqui em outros post, o trabalho, estudos e outras coisas reduziram muito o meu tempo. Aqui vou compartilhar com vocês livros que eu li e me lembram fases boas da minha vida.

Vamos começar.

Uma autora que li muito foi Meg Cabot, ela marcou muito a minha adolescência. Os livros dela que são muito bons e os recomendados são:

Esse é o meu preferido


Eu só li esse livro da série e gostei muito, quem sabe eu compre toda a série para ler.


Livro muito divertido.


Cheguei a ler alguns do diário de uma princesa.

Conheci a obra de Edgar Allan Poe através de um amigo, que me emprestou o livro abaixo e simplesmente adorei. Tenho muita vontade de ler outras coisas do autor.


As veias abertas da América Latinha eu li na faculdade, SUPER RECOMENDO esse livro, ele é muito emocionante.


O livro Comédias para se Ler na Escola eu ganhei de presente, li esse livro várias vezes, lembra meus tempos de escola.


Bem, não super fã de crepúsculo, mas não vou ser hipócrita, na época que e li eu devorei este livro em pouco tempo. Lembro que trabalhava o dia todo e ficava ansiosa pelo horário de almoço para ler. Acho que o filme que tirou o encanto do livro, autora escreve bem e não curti as escolhas dos autores para o filme. Eu li os três livros, só não curti tanto o segundo.


O Diário de um Banana lembra muito prima Ana Paula, que Deus levou para o lado dele, ela me indicava sempre a leitura deste livro. Eu cheguei a ler 4 da série e tenho pretensão de ler os demais. Ah, os dois filmes baseado nos livros são ótimos também.



Dan Brown foi também um dos autores que mais li depois de Meg Cabot. Lembro que devorei em pouco tempo o Código da Vinci, sendo que fortaleza digital é o segundo livro que mais gosto. Também li Anjos e Demônios, mas não curti muito.


Claro que não podia faltar, li todos os livros e vi todos os filmes de Harry Potter.


Orgulho e Preconceito é meu livro forever, gente...sem palavras. Também vi o filme.




Quais são os livros que vocês leram e não esqueceram?

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Maratona literária de Inverno (2015) - Semana 3

Olá galera!!!

Bem, este post vai ser bem pequeno para descrever como será a minha terceira semana na Maratona de Inverno.

Esta semana vai ser bem puxada pra mim, portanto, não vou incluir nenhuma leitura nova e nem acompanhar a semana temática. Vou me dedicar para adiantar a leitura das Crônicas de Gelo e Fogo (Livro um), pois este é meu maior objetivo da maratona. CONCLUIR ESTE LIVRO!!!!

Aproveitem bem a terceira semana de maratona, pois já está perto de acabar e as férias também.

domingo, 19 de julho de 2015

A mulher e a vida cotidiana: amor, casamento e feminismo - Christopher Lash

Olá galera!!!

Esta segunda semana de Maratona Literária de Inverno não foi tão produtiva, não atingi o meu objetivo de adiantar a leitura de GOT, nem se quer deu para ler uma página dele (snif). Em contrapartida, conseguir ler um livro excelente, que foi A mulher e a vida cotidiana: amor, casamento e feminismo (Christopher Lasch, 1999), o livro tem 207 páginas e a edição que eu li foi da editora Civilização Brasileira. Foi uma leitura super agradável e me ajudou muito a refletir sobre muitas coisas, inclusive para meu projeto de mestrado.

Atenção: Não farei resenha acadêmica. Também não farei um resumo de forma minuciosa, vou relatar as minhas impressões de leitura e sobre o que ele aborda de maneira geral.

O livro te cativa logo na introdução, onde a organizadora do livro que é a própria filha do autor - Elizabeth Lasch-Quinn, explica como foi o processo de juntar nesse livro os artigos feitos pelo pai e também concluir seus trabalhos após a morte deste. Ela de forma muito sensível, relata o processo que passou ao lado de seu Pai nos momentos finais da vida dele. Lasch lutava contra o Cãncer, mas em nenhum momento deixou de fazer o que amava. 

O livro é dividido em duas partes, a primeira aborda temas relacionados aos Modos e costumes e a segunda parte Do patriarcado ao neopaternamilismo. O autor busca fazer uma análise de maneira geral partindo de leituras de obras, pensamento de autores e estudiosos de cada contexto histórico, tendo como referência a realidade americana, sobre as mudanças ocorridas na sociedade, família, no comportamento de homens e mulheres, dos movimentos feministas, casamento e trabalho, a partir de uma série de mudanças e influências dos pensadores de cada época, os ditos especialistas.

Uma das partes que me chamaram atenção foi quando o autor relata o processo que as mulheres passaram em torno da Educação, mostrando que antes as mulheres eram educadas para aprender música, costurar, saber ler, mas para os homens as exibirem e também para serem contempladas como se fosse um quadro, só com o passar do tempo que a educação no sentido de aprender conteúdos, tais como: História, Geografia, Matemática, entre outros, foi depois de um tempo, também partindo da necessidade das mulheres ajudarem aos homens em seu trabalho.

Outro aspecto interessante é quando o autor aborda sobre a Lei do casamento, mostrando como esta foi mudando ao longo dos séculos, mostrando que os arranjos conjugais e até mesmo este ideal de "amor romântico", foram criações humanas, que iam mudando e criando normas de acordo com o ideal de um classe social em um dado contexto histórico e social, neste caso, predominantemente as classes de maior poder aquisitivo e influência, principalmente quando esta tinha como objetivo de evitar casamentos entre ricos e pobres, filhos bastardos, casamentos entre pessoas "imaturas", enfim, percebi neste livro de como o casamento, assim como as suas leis, foram criadas como forma de controle social, principalmente dos pobres, das mulheres e proteger interesses econômicos.

Para finalizar, para não se estender muito neste post, como também reforço que eu só estou relatando uma parte de vários temas que o livro aborda, outro aspecto que gostei de saber em questão de informação, foi sobre a importância das mulheres nos trabalhos sociais e filantrópicos, que este foi o primeiro momento de grande importância na qual as mulheres saíram do seu trabalho doméstico para se dedicar a questões relacionadas à vida pública, pois esta era a única forma de relacionar suas obrigações domésticas com trabalho, mesmo não sendo renumerado, permitia uma maior flexibilidade de horário e conciliar vida doméstica com vida pública. A partir daí as mulheres mostraram a sua capacidade de transformar a sociedade e dar início às lutas para obter o direito ao voto e participar de forma mais ativa de vários espaços anteriormente dominados pelo homem no que diz respeito à vida pública.


Citação do livro:

"Pela primeira vez, as feministas do século XVIII argumentaram que a masculinidade e a feminilidade seriam convenções sociais, podendo ser alteradas pela educação. Aqueles que participavam da querelle des femmes partiam do princípio de que as pessoas são educadas em seus papéis sociais sexuais. Nunca lhes passou pela cabeça que uma mulher poderia ser, ou poderia ter sido, algo diferente daquilo que é destinada". (...) (LASCH, 1999, p. 33)

Vou encerrar por aqui, super recomendo a leitura deste livro. Ah! esqueci de comentar a parte que não curti no livro rsrrssrs. Bem difícil dizer, só nos dois últimos capítulos que achei a discussão um pouco desconexa com o restante do tema abordado, não contribuindo tanto com o que vinha sendo discutindo na maior parte do livro.

Como vocês podem ver nas fotos abaixo o tanto que gostei desse livro, fiz várias marcações e agora vou fazer o resumo acadêmico, que demanda mais tempo e cabeça.









domingo, 12 de julho de 2015

Maratona literária de Inverno (2015) - Semana 2

Olá galera!!!

Vamos entrar na semana 2 da Maratona Literária de Inverno 2015 e eu ainda estou fraca no ritmo, se comparado aos demais leitores que ando acompanhando nas redes sociais. Mas já estou super feliz com o meu desempenho pois já superei o meu nível de leitura mensal dos últimos meses.

  • Na primeira semana consegui terminar o livro - Como se faz uma tese (Umberto Eco).
  • Não consegui terminar As Crônicas de Gelo e fogo (Livro Um), mas adiantei a leitura da página 218 para 244 (muito pouco, mas fazer o quê :( ).
  • Comecei a ler - A mulher e a vida cotidiana - Amor, casamento e feminismo de Christopher Lash.


Bem, para esta segunda semana eu não vou seguir a semana temática 2 que é  -Thriller, Suspense e/ou Terror, vou tentar terminar as Crônicas de Gelo e fogo e concluir o livro de Lash. Então, esta semana espero adiantar muito esses dois e ir para a terceira semana com novas leituras.

O livro A mulher e a vida cotidiana - Amor, casamento e feminismo, entra na categoria - Um livro do gênero que você menos leu ano passado, pois em 2013 foi um dos temas que eu mais li e em 2014 não li nada a respeito. O que eu posso dizer até o momento é que estou adorando a leitura e acredito que amanhã eu já conclua e retorne pra GOT com gás total.


quarta-feira, 8 de julho de 2015

Como se Faz uma Tese - Umberto eco




Terminei meu primeiro livro dos que pretendo ler na primeira semana literária de inverno 2015. A edição que utilizei foi esta da foto acima, ano 2009, 22º edição, 176 páginas, editora Perspectiva.

Esse livro já tinha sido indicado por um professor que eu tive de Ciências Política, já tinha pegado emprestado na biblioteca, mas não tinha lido. Desta vez resolvi encarar a leitura por obrigação, indicação e curiosidade.

Umberto Eco é um autor muito completo, ele tem vários trabalhos acadêmicos e literários, com a leitura deste livro fiquei curiosa em ler outras obras dele.


Imagem: Reprodução - Fonte: clica aqui

Na apresentação à Edição Brasileira, logo de início mostra um pouco o perfil do autor, um ponto que o leitor deve estar atento é que ele retrata este livro baseado na sua experiência no contexto da educação no ensino superior da Itália, então algumas normas acadêmicas, tais como citação, referência bibliográfica, etc. Devem ser levado em conta as regras atuais da ABNT.

De maneira bem geral, o livro traz dicas, roteiros, baseados na experiência própria do autor como professor, acadêmico e sua relação com seus alunos, do que funciona e o que não funciona quando você está elaborando uma tese ou qualquer outro tipo de trabalho acadêmico. 

O que eu gostei foi da sensibilidade do autor, ele traça vários perfis de alunos, dos interessados, desinteressados, os que tem condições financeiras, os que estudam e trabalham e aqueles dos quais não sabem como funciona a lógica de uma biblioteca. Neste aspecto ele é bem metódico, no livro ensina passo a passo, com dicas de como escolher autores, como aproveitar e otimizar o seu tempo em uma biblioteca e nas escolhas dos livros e autores para o tema que se pretende estudar, até mesmo se você não tem em mente o que será o seu objeto de tese.

Algumas sugestões de Uberto Eco para pensar o tema do seu trabalho são bem interessante, uma delas é os detalhes que você deve deixar em se trabalho para que no futuro outros possam dar continuidade.

" (...)Contar como procedi para achar tal fragmento;" 
"Informar como se deve fazer para achar outros(...)"
"Desse modo, não só forneci as provas para minha hipótese, mas procedi de maneira a permitir que outros continuem a pesquisar, para contestá-la ou confirma-lá."  (p. 23)

Algumas dicas que ele  sugere para pensar na hipótese do trabalho, que por coincidência eu sempre utilizei, são as seguintes:

"Uma das primeiras coisas a fazer para começar a trabalhar numa tese é escrever o título, a introdução e o índice final - Ou seja, tudo aquilo que os autores deixam no fim". (p.81)

Particularmente eu sempre gostei de fazer dessa forma, como maneira de visualizar a minha ideia como um todo, para a partir daí modificando o que for necessário. O autor mostra que dessa forma fica melhor para que com o avançar dos estudos, das pesquisas, tendo este índice, você terá uma espécie de "roteiro de viaje", um "plano de trabalho", que permitirá saber como fazer para atingir os objetivos e ir mudando conforme necessário.

Algo no livro que me fez refletir foi sobre o fichamento de textos, o autor traz algumas situações que nos obriga a ser mais organizados, como forma de otimizar o trabalho e também como de aproveitar as leituras realizadas em projetos futuros, neste aspecto aproveitei algumas sugestões. No livro tem alguns modelos de fichamento, de como você pode fazer para ficar mais didático as suas leituras.

Ele também mostra como fazer citações, usar dados primários, secundários, redação de texto, mas este ponto não aproveitei tanto, porque alguns pontos requer adequações as normas atualizadas da ABNT e isso poderia confundir, mas outras são interessantes para refletirmos principalmente no momento em que formos usar o discurso alheio em nosso trabalho.

O livro tem uma leitura agradável, serve para quem está fazendo qualquer trabalho acadêmico, não necessariamente uma tese, acho que para quem tem já uma experiência acadêmica não pode servir tanto, apenas algumas coisas, mas para quem está começando deveria ler. 

Minha nota para o livro seria 3,5. Esta nota seria porque tem muitos anexos e algumas coisas que não são adequam as nossas normas de elaboração de trabalho científico. No entanto, o autor convida o leitor para uma conversa íntima de como proceder para se fazer um trabalho científico, de uma forma diferente dos outros manuais de metodologia de trabalho científico, aqui você tem um diálogo entre uma pessoa com experiência conversando com um leigo, ou quem não sabe ainda como por onde começar, mostrando os caminhos de forma didática e descontraída e te fazendo pensar sobre suas atitudes no dia a dia quando está trabalhando eu sua tese/monografia/dissertação/artigo ou até mesmo na sua forma de estudar.








domingo, 5 de julho de 2015

Maratona literária de Inverno (2015) - Semana 1

Olá povo!!!

Então, estou participando da Maratona literária de Inverno ihuuuuuu!!!! Evento organizado por Victor do canal Geek Freak. Quem não sabe do que se trata, vou deixar no final do post o vídeo de apresentação do evento. E para quem quem sabe do que estou falando, vamos tentar cumprir as metas e ler muito galera rsrsrsr.
Antes de entrar na faculdade eu lia todo tipo de gênero literário, depois parei totalmente de ler livros por prazer, continuei lendo, mas coisas da área acadêmica,  com o trabalho também reduziu bastante ambas situações, por tanto, a última vez que li foi um livro no mês. Então participar do MLI será uma superação cumprir qualquer uma das metas.
Antes de falar um pouco sobre a minha TBR, algumas explicações, gostaria muito de participar do evento devidamente com muitas leituras, mas como estou trabalhando o dia todo e estudando para o mestrado, vou colocar no desafio livros acadêmicos e os demais para encaixar nos desafios e tentar cumprir, em razão de querer superar a meta de leitura que tenho geralmente, assim como o estilo literário, eis que é o objetivo geral da maratona. Então, vamos para apresentação dos felizardos, quer dizer, dos livros escolhidos para a primeira semana de MLI 2015.
Eu não montei toda TBR, pois pretendo ir montando no decorrer do evento, até porque eu tenho poucos livros em casa, então, qualquer coisa terei que conseguir emprestado com alguém algo para ler.

Na primeira semana temática pede-se: 

Semana 1: Fantasias, Distopias e/ou Ficção Científica


Nesta semana vou tentar terminar ( parei na página 218) - As Crônicas de Gelo e fogo (Livro um) de George R. R. Martin.



E os desafios que vou tentar cumprir nesta semana são:



- Um livro com mais de 400 páginas



- Um livro que alguém escolheu por você



O livro de 400 páginas só pode ser ele que já mencionei



O livro que escolheram pra mim - foi um professor que me indicou algum tempo e eu ainda não tinha lido, que é "Como se faz uma Tese" de Umberto Eco, este entra na minha meta particular de livros acadêmicos para MLI 2015.



E quem não está participando, aproveita este inverno e leia um bom livro. =)

Abaixo o vídeo de apresentação da maratona literária de Inverno 2015.








domingo, 5 de abril de 2015

Resenha do Livro - Mil dias em Veneza ( e vários anos para terminar de ler)



                                                                      Foto: Autora do blog


Primeiramente, vou procurar resumir neste post a saga que foi conseguir terminar o Livro "Mil dias em Veneza" de Marlene de Blasi. Comecei a ler em Junho de 2012 e só consegui concluir em Abril de 2015.

Vamos começar com o principal motivo (SPOILER):

A LEITURA É CHATA!

E como não gosto de deixar um livro pela metade... fui fiel e terminei de ler.

Este livro eu ganhei de aniversário (do meu lindo namorado). Este livro tinha tudo para eu amar (por isso ele me deu), fala sobre Veneza, um lugar que sou louca pra conhecer (com ele), e comida (coisas que amamos fazer). Mas não foi tudo aquilo que imaginava e esperava quando eu li, o que me decepcionou.

 Mas, vamos primeiramente saber do que trata o livro de fato e o que eu tenho a dizer sobre a história como um todo.


DADOS DO LIVRO:

Nome: Mil dias em Veneza
Autora: Marlena de Blasi
Tradução: Fernanda Abreu
Editora: SEXTANTE (2010)

Vou pular a sinopse literal do livro.

                                                                                       Foto: Autora do blog


DO QUE FALA O LIVRO?

O livro é baseado em uma história real, conta a experiência de Marlena de Blasi e sobre a sua segunda viagem à Veneza em 1993, na qual acabou mudando a sua vida completamente. Nesta viagem ela conheceu Fernando, que já tinha se apaixonado por ela à primeira vista quando Marlene esteve em Veneza em 1989, passeando pela Piazza San Marco.

Após seu encontro com Fernando, ela acaba se sentindo envolvida por este estranho, despertando uma paixão meio que inexplicável. Se viu mudar de vida completamente, de forma repentina, trocando a sua vida nos EUA para viver um amor com um estranho em outro País.


  Foto: Autora do blog


COMO FOI MEU PROCESSO DE LEITURA

Meu processo de leitura, como disse no início deste post, foi longo...pela falta de tempo e porque não é uma leitura que te prende.

No começo da leitura, quando Marlene conhece Fernando é bem interessante. Porque você se coloca no lugar dos dilemas dela, uma mulher independente, divorciada, com os filhos criados, largando tudo por um homem que acabou de conhecer,  mudando para outro País, outra cultura, outra língua, realmente é para os fortes e loucos.

 No entanto, depois que ela se instala em Veneza, o livro fica monótono, se arrasta....e olhe que é um livro de apenas 232 páginas!

Mas cada capítulo parece não ter fim. Dá uma melhorada perto do final da história, quando eles se casam e o dilema de recomeçar de novo permeia o casal, quando Fernando decide largar o emprego, e eles se deparam em ter que mudar de casa, de cidade, estando os dois desempregados.

O QUE EU ACHEI

A história tinha tudo para dar um excelente livro e quem sabe um bom filme. Mas se perdeu....não sei se foi a tradução ou a forma da autora escrever sua própria história.

Pode ser que por se tratar de uma história de uma mulher de 50 anos, e eu não ter essa idade, posso não ter me identificado com o romance. Mas li recentemente dois romances, que retrata os dois extremos, enquanto AFTER é um romance para jovens de 18 anos, Mil dias em Veneza é para as mulheres maduras na faixa dos 50 anos, enfim, estou no meio do caminho aí...

Eu li algumas resenhas sobre o livro, tem um pessoal que ADOROU o livro e tipo...não entendi porque ADORARAM, mas enfim. E tem uma galera que achou mais ou menos...

O que eu gostei do livro é que na parte final ela dá umas dicas de lugares para visitar em Veneza, receitas de comidas que ela fazia para Fernando, afinal, ela é chef e crítica gastronômica.

O problema do livro foi porque não consegui criar as cenas, os personagens na minha cabeça. Ela descrevia mas as receitas do que o cenário onde ela estava em si, era difícil de visualizar.

PONTOS ALTOS DO LIVRO

  • Achei bacana a autora falar um pouco sobre os hábitos dos moradores de Veneza, conhecer um pouco a cultura.
  • O casamento de Marlene e Fernando (gente, muito lindo saber como é realizado o casamento em Veneza).
  • O momento em que eles decidem deixar Veneza.
  • As dicas de lugares para conhecer no final do livro.
  • Os dilemas de recomeçar a vida em todos os aspectos após os 50 anos.

PONTOS BAIXOS DO LIVRO

  • A narrativa do livro é cansativa.
  • As descrições das comidas que ela prepara é cansativo.
  • Ela se referir a Fernando como estranho mesmo depois de estar convivendo com ele.
  • Não foi possível sentir a paixão dela por Fernando no decorrer do livro.
  • Já no final parecia que as coisas eram "puladas", ficando confuso entender algumas partes da história.

VEREDITO FINAL

Eu não vou ler a continuação da história, até que gostaria, pois fiquei curiosa em saber como Marlene e Fernando vão superar mais um desafio na vida deles, agora juntos e casados. Mas fico imaginando se a leitura será chaterríma como foi desse livro.

Eu só indico o livro para as pessoas na faixa etária dos 40 anos em diante, vocês novinhas, podem não se identificarem com a história.

Comentário pessoal: No geral, eu não gostei do livro. Mas tiveram duas passagens que me fizeram refletir.

O momento reluzente do livro:

"(...)Ouço o sussurro: Segure a minha mão e rejuvenesça comigo; não se apresse; seja um iniciante; enfeite os cabelos com pérolas; plante batatas; acenda as velas; mantenha o fogo aceso; atreva-se amar alguém; diga a verdade a si mesmo; mantenha-se enlevado. (...)" (p.209)

Minha nota? 2 de 5



Para quem leu o livro e gostou (ou para quem tem interesse em ler) deixo a imagem abaixo da continuação da história do casal. Também deixo um vídeo no qual aparece Marlene e Fernando, falando um pouco sobre a história do livro (pelo que consegui entender)