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domingo, 28 de agosto de 2016

Enfim, 30

E aí, povo!!!

O mês de Agosto foi muito bom (até agora, porque ainda não terminou). E o motivo maior? Porque enfim, fiz 30 anos!!!! ENFIM, 30!!! Eu não me sinto com 30 anos, a não ser quando lembro de coisas que as pessoas mais novas do eu não sabem, ou não não viveram. Mas quando paro e penso no valor da idade, é de assustar, poxa! Como o tempo passa rápido. Dizem que ser velho ou novo depende do espírito da pessoa, bem...não é bem assim, o corpo mostra pra gente que não somos tão jovens, isso dá um desânimo :( . Mas, a arte de se cuidar nos faz superar esse pensamento negativo, então cuide-se, pois isto é um ato de amor a si e de lidar com as mudanças de forma prazerosa.


Mas não é sobre isso que gostaria que fosse o foco deste post, mas um livro que tem alguns meses que eu li (que não deixa de ter relação com a temática incial) ENFIM, 30 - um livro para não entrar em crise, de Camilla Fremder e Jana Rosa. Tinha ouvido falar deste livro no canal da Youtuber Carol Pinheiro, e fiquei curiosa. Baixei no aplicativo Play Livros a versão para "demonstração", para saber do que falava o livro. Gostei tanto do início da leitura, que comprei a versão completa.  E fui lendo aos pouquinhos no celular mesmo. Ele é bem curtinho e tem uma leitura boa, porém...

Pontos positivos

O livro te encanta de cara, pois mostra o contexto da geração de quem está na casa dos 30 anos, traz umas reflexões e estudos que abordam a diferença entre as gerações, antes e após os 30, os dilemas, e outras curiosidades. Fala um pouco sobre esse mundo tecnológico, mudanças no corpo, trabalho.

Pontos negativos

Depois da emoção do contexto que super me identifiquei, o livro começa a ficar chato! Teve uns capítulos que quase que não passava. No início, era um livro que indicaria para homens e mulheres, depois, ficou muito "mulherzinha", falou de maquiagem, gravidez, moda...sério, muito chato e irrelevante (na minha humilda opinião pessoal). Não me identifiquei com estas passagens, além disso, tinha momentos que ficava forçado a interação entre as autoras e o leitor.

Mas nem tudo estava perdido

Quando eu pensei que até o final do livro ia ficar em conversa de "mulherzinha" (do tipo que gosta ou se preocupa com gravidez, maquiagem, moda, casamento) voltaram aos temas que estava gostando, que era sobre a reflexão de estar em um período da vida que você nem está velha e nem jovem, tipo como Sandy descreve em sua música, "aquela dos 30". Acho que pensamos muito nesse período na vida, sobre nossas conquistas, planos que deram ou não certo, se estamos com a vida que imaginávamos nesse período, enfim, o livro também contempla isso, acho esse o ponto forte, mas perdeu quando entrou em questões de uma forma que era bem pessoal e das experiências das autoras, mas que se esforçaram para contemplar as diversas opiniões, mas não foram tão felizes ( na minha humilde opinião pessoal).

Eu indicaria o livro? Sim, pois em alguns momentos me deu um certo ânimo, principalmente quando fala da vida profissional, das incertezas...pois nos deparamos que não é só nós que passamos por isso, passei a entender que é mas uma fase da vida. Ele custa em torno de R$ 29,90, o livro físico, e o digital uns R$ 19,90.

Frases do livro que AMEI!

"Não desista nunca dos seus sonhos, por mais que você pareça ser a única a acreditar que eles vão se realizar."

"Aos trinta você está apenas começando"



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Cidadão de Papel - Gilberto Dimenstein

Olá Pessoal,

Gostaria de compartilhar com vocês a leitura que eu fiz do livro Cidadão de Papel de Gilberto Dimenstein. Este livro tomei conhecimento através de outros estudos que estava fazendo. O livro aborda de uma forma muito didática sobre o conceito de cidadania , no sentido de que todo ser humano tem direito à vida digna, sendo que na prática isto não acontece com uma maioria expressiva da população. O autor organiza o livro trazendo discussões de vários temas, por exemplo, violência,mortalidade infantil, desemprego, desnutrição, educação, prostituição. Mostrando as relações que estes campos têm na prática.
O autor mostra que as mazelas sociais são decorrentes da ausência de políticas públicas voltadas para uma população que sofre por ter uma "cidadania de papel", isto é, cidadania que só existe no papel e não na prática, direitos sociais que se resumem em palavras e não em ações, que são consequências de um sistema político e económico que "sobrevive" às custas da grande massa trabalhadora, aqueles que não conseguem se integrar a este sistema, ficam a margem da sociedade.
O livro é indicado para ser lido por leigos, também para ser discutido em sala de aula por professores e estudantes do tema, pois o autor tem um cuidado de explicar até palavras que muitas pessoas não entendem e o que elas representam, tais como: inflação, PIB, estagflação. Mostrando que o desconhecimento destes termos e a forma que os nossos jornais passam, induzem o cidadão a não exercer a sua cidadania, por não entender o significado destas palavras e sua relação com o dia a dia.
De uma forma simples e cuidadosa, o autor traz sérias denúncias sobre a nossa realidade e às razões de não deixarmos de ser um "cidadão de papel" e sobre a nossa "democracia de papel". Apesar do livro trazer um contexto dos anos 90,  por ter sido escrito neste período, muita coisa não mudou, pelo contrário, agravou, ainda somos carentes das necessidades mais básicas, que são o direito à saúde, à segurança, à educação, à vida.
O livro em 1994 ganhou o prêmio Jabuti, como melhor "livro de não ficção". Eu comecei lendo a edição de 1993 (primeira foto) e conclui a leitura com a edição de 1998 (segunda foto), porque comecei lendo na biblioteca e peguei o segundo para termina a leitura em casa. A diferença entre as edições, além da capa, que na segunda traz um complemento para o professor. Pois no final de cada capítulo do livro o autor nos coloca algumas perguntas, em ambas as edições, sendo que na segunda vem as respostas.
Super recomendo a leitura, você irá refletir sobre a sociedade de outra maneira e entender que ninguém se prostitui, rouba, violenta porque quer, são apenas frutos de uma sociedade doente. Mas o quê fazer para mudar?Eis a questão.



terça-feira, 25 de agosto de 2015

Filme para ver e rever no cinema - O Pequeno Príncipe

Por incrível que pareça, eu ainda não li o livro "O Pequeno Príncipe". O que eu conheço da história são os desenhos que assistia quando era criança, lembro que passava no SBT pela manhã bem cedo, não perdia um episódio. Fui ao cinema ver o filme e chorei horrores, gente que filme lindo!!!

Apesar de algumas pessoas falarem que não gostaram, que não foram fiel ao livro... Na minha humilde opinião, eu vi que a intenção daqueles que fizeram o filme foi retratar uma história para além do livro (e baseado no livro e não uma fiel adaptação), mostrando o quanto este nos ensina sobre a vida que vivemos atualmente de forma crítica, mostrando o quanto ainda é atual os ensinamentos do livro. 

O filme têm umas passagens interessantes, vou citar algumas, sem aprofundar muito. O que me chamou atenção foi a relação ente as ciências humanas e exatas, o tempo todo a garotinha do filme está estudando matérias de cálculos, quando ela recebe o desenho com uma história enviada pelo seu vizinho, esta não dá importância, só despertando curiosidade depois, o que levou ao encantamento pela história do pequeno príncipe, no entanto, quando a menina diz a mãe que ela estava lendo uma história, a sua mãe tem uma reação do tipo - "que absurdo é este?".

Esta passagem no filme mostra como ler livros, histórias, filosofia, conhecimento que tem relação com a área de humanas são colocadas como coisas sem importância, no mundo atual, o "essencial" é valorizar o conhecimento que traga progresso, ou seja, física, química, matemática, tudo aquilo que a menina cita e aprende no seu dia a dia, que representa "a racionalização da vida", apesar de que saber conviver em sociedade, estabelecer relações com o outro, conhecer a si mesmo, também é importante para o "progresso" da humanidade.
 A menina descobriu um mundo através da história do pequeno príncipe, viajou, sonhou e viveu aquele momento, descobriu o que é ser criança e a importância de ter amigos.
Esta vida racionalizada, da era da tecnologia, controle, não permite estes momentos de aprender a viver outros mundos. E é  através da leitura e conhecendo outras pessoas que rompemos com os nossos preconceitos, estabelecer relacionamentos de qualidade, aprender sobre si, o outro e o mundo, algo que só a leitura nos permite e o contato com as pessoas também.

Outro ponto interessante mostrado no filme é sobre o excesso de trabalho, a vida controlada, a individualidade exacerbada, o egoismo, ausência das relações humanas, amizade, amor, companheirismo.
A discussão sobre o que consideramos essencial em nossas vidas é algo muito forte no filme, além de mostrar como estamos criando os nossos filhos, para se tornar adultos vencedores ou pessoas inseguras? Pessoas humanas ou robôs? Quem está ganhando com isso, você ou o sistema em que vivemos e mantemos?  Afinal, uma criança enfrenta o mundo como uma aventura, uma descoberta, sem medos.
Guardar lembranças, objetos, recordações, são coisas essenciais para fazermos lembrar do que somos ou formos um dia, esquecer significa que tudo deixa de ter importância. Precisamos dar sentido as nossas vidas, isto é ser humano, deixar isto e descartar como algo nãoessencial em nossas vidas é o que nos torna pessoas infelizes, o mundo fica sem graça, perde a sua cor.

"O essencial é invisível aos olhos"

Eu poderia fazer um texto imenso só analisando o filme, mas eu quero que vocês vivam esta experiência.

Abaixo eu deixo o trailer do filme o clip da trilha sonora do filme.








sábado, 18 de julho de 2015

Coisas que andam me irritando na maratona Literária 2015


A primeira semana da maratona foi muito intensa, deu uma esfriada na metade da segunda...mas não vamos deixar de ler, né?

Mas não é sobre a diminuição da temperatura que quero falar, mas algo que percebi mais intensamente acompanhando a galera nas redes sociais e booktubers como um todo, que foi a mania de falar EXPRESSÕES EM INGLÊS. Gente, pelas caridade!!!!Moramos em Brasil (com S), acho chato essa mania que temos de sermos colonizados e ficar achando que é "cool" falar gírias e expressões em inglês. Já temos poucas pessoas que não tem o hábito de ler e escrever, assim como entender o próprio português, e ficam nesse negócio de querer falar difícil em outro idioma, vamos falar no popular, fazer com que a maioria dos seres humanos que nasceram no Brasil entendam o que falam e também valorizar a nossa outra língua latino-americana, como somos, o Espanhol.

Coisas que me irritaram e me irritam ao ouvir:

TBR - uma sigla da palavra em inglês que quer dizer "livros que vou ver" ou a serem lidos.
FLOP- Gente, apanhei pra entender o diabo do termo "Flopei", "Flopar"...., que quer dizer que a pessoa vai falhar na leitura, não terminar, enfim, preferia dizer em nossa gíria "furar" ou qualquer coisa parecida.
YA - Leitura Jovem e adulto, precisa falar a sigla em inglês?
BOOK HALL - pra quê falar isso pra dizer que "Recebeu livros"????.

 Tem outros termos que não estou lembrando agora, mas era algo que via me chateando...Eu sou muito tímida para abrir canal no You Tube, mas se abrisse ia ter gírias em português e de vários cantos desse Brasil, expressões em nosso idioma,  a não ser que não existisse coisa para tal ou só em outra língua.
Acredito que fica muitas pessoas ouvindo essas expressões sem entender o que realmente estas significam, mas tem vergonha de perguntar a quem fala, ninguém fez ou tem condições (nem é obrigado) de fazer um bom curso de inglês, enfim, vamos melhorar no diálogo sem precisar se mostrar que é o Foda das galáxias só porque entende ou fala em inglês, vamos valorizar a nossa cultura, e claro, aprender outros idiomas para poder se entender e comunicar com pessoas que falam  em outro idioma, entendeu?




domingo, 8 de março de 2015

Para refletir neste dia da Mulher - "Sejamos todas feministas" (Chimamanda Ngozi Adiche)


Hoje eu conclui a leitura deste pequeno livro de Chimamanda Ngozi Adiche, "Sejamos todas feministas", publicado pela Editora Companhia das Letras. O texto é baseado em uma palestra que ela deu em TEDxEuston em Dezembro de 2012. Um discurso excelente para refletirmos sobre o que é ser mulher em nossa sociedade. O texto é bem curto, no meu celular tudo deu 24 "páginas", mas se tirar, capa, contra capa...tem bem menos. Você pode baixar (ainda) gratuitamente pelo Play Store (Google play).

Vou deixar aqui em abaixo um vídeo dela que também ADOREI, no qual ela trata sobre os "perigos da história única". Muito interessante, vale a pena dar uma conferida. Ela faz uma crítica sobre como na cultura dela toda a sua história foi criada a partir de uma visão eurocêntrica do mundo, entre outras. Na verdade algo não muito diferente do que passamos aqui na América latina.





segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Para começar a semana com Drama - SIA

Como toda mulher, tenho meu lado dramática. Estes dias ando mais do que o anormal nesse quesito. Para extravasar estes momentos indico ver os clipes de SIA. E como bom exagerado drama, indico logo dois clips para essa semana.



 


sábado, 24 de janeiro de 2015

Fazer o que gosta ou fazer pelo dinheiro?



Esse período do ano muitas pessoas nesse Brasil estão ansiosos para saberem seus resultados no SISU. Eu dou graças a GOD que passei dessa fase, porém, nunca sai dela. Aquela sensação de fazer algo ou se dedicar a algo que vai resolver sua vida financeira e te tornar independente. Sou recém formada em Ciências Sociais, um curso maravilhoso, mas não para te dar independência financeira, mas te emancipa pra vida e como ser humano. Porém, nem só de luz vive o ser humano, temos que buscar algo que nos satisfaça no sentido material. Sempre busquei algo que eu gostasse e me fizesse feliz, todo mundo diz que se você é bom em algo, não importa o que você faça. Hoje eu tenho outro pensamento em relação a isso.
Vivemos em uma sociedade capitalista, nossa força de trabalho é uma mercadoria, sendo assim, fazemos parte da filosofia da oferta e da procura,ou seja, certas profissões acabam sendo mais requisitadas do que outras, e temos que seguir de certa forma essa demanda se quisermos ganhar bem ou pelo menos conseguir emprego. 
Hoje se eu fosse escolher outra profissão (algo que já estou procurando fazer) eu primeiramente escolheria algo que me desse independência financeira, para depois fazer algo por amor. Sei que muitos de vocês estão escolhendo o curso ou já fizeram algo que se arrependeram ou pensam apenas em ter um ensino superior, não importa qual. A minha escolha foi por acaso e seguindo a última lógica mencionada. Eu gostei do que fiz e seria a pessoa mais feliz se trabalhasse com isso, mas esta não é a realidade.
Se conselho fosse bom, não se dava, se vendia. Mas hoje procuraria algo próximo do meu perfil, mas que me desse retorno financeiro. O tempo passa, tudo fica mais difícil, e as nossas escolhas de hoje irá refletir em nossa vida amanhã, portanto, pensar bem antes de dar o próximo passo é fundamental. Quando somos muito jovens podemos ainda mudar de percurso, recomeçar, mas quando você está na metade do caminho, como eu, o recomeço é bem mais difícil e exige mais cautela na decisão, pois pode ser que não dê para recomeçar novamente.